quinta-feira, 5 de agosto de 2010
A Finlândia (em finlandês:
? Suomi e em sueco:
? Finland ), oficialmente República da Finlândia,[3] é um país nórdico situado na região da Fino-Escandinávia, no norte da Europa. Faz fronteira com a Suécia a oeste, com a Rússia a leste e com a Noruega ao norte, enquanto a Estônia está ao sul através do Golfo da Finlândia. A capital do país é Helsinque.
Cerca de 5,3 milhões de pessoas vivem na Finlândia, sendo que a maior parte da população está concentrada no sul do país.[1] É o oitavo maior país da Europa em termos de área e o país menos povoado da União Europeia. A língua materna de quase toda a população é o finlandês, que é uma das línguas fino-úgricas e é mais estreitamente relacionado com o estoniano. O finlandês é apenas uma das quatro línguas oficiais da UE que não são de origem Indo-Europeia. A segunda língua oficial da Finlândia - o Sueco - é a língua nativa de 5,5 por cento da população.[4] A Finlândia é uma república parlamentar com o governo central baseado em Helsinque e os governos locais baseados em 348 municípios.[5] A Área Metropolitana de Helsinque (que inclui a Helsinque, Espoo, Kauniainen e Vantaa) é a residência de cerca de um milhão de habitantes e é responsável pela produção de um terço do PIB do país. Outras cidades importantes são Tampere, Turku, Oulu, Jyväskylä, Kuopio e Lahti.
A Finlândia foi uma parte da Suécia e em 1809 um Grão-Ducado autônomo dentro do Império Russo. A Declaração de independência da Finlândia foi feita em 1917 e foi seguida por uma guerra civil, guerras contra a União Soviética e a Alemanha nazista e por um período de neutralidade oficial durante a Guerra Fria. A Finlândia aderiu à ONU em 1955, à OCDE em 1969, à União Europeia em 1995 e desde o início da Zona Euro. O país foi classificado como o segundo mais estável do mundo, em uma pesquisa basdeada em indicadores sociais, econômicos, políticos e militares.[6]
A Finlândia teve um atraso relativo no seu processo de industrialização, permanecendo como um país essencialmente agrário até 1950. Posteriormente, o desenvolvimento econômico foi rápido e o país atingiu um dos melhores níveis de renda do mundo no início da década de 1970. Entre 1970 e 1990, a Finlândia construiu um Estado de bem-estar social. Depois de uma grave depressão no início de 1990, os sucessivos governos do país reformaram o sistema econômico finlandês através de privatização, desregulamentação e de cortes de impostos.
A Finlândia é muito bem colocada em várias comparações internacionais de desempenho nacional, como produção de alta tecnologia, saúde e desenvolvimento humano.[7] O país foi classificado na 1ª posição do Índice de Prosperidade Legatum de 2009, que é baseado no desempenho econômico e na qualidade de vida.[8]
Cerca de 5,3 milhões de pessoas vivem na Finlândia, sendo que a maior parte da população está concentrada no sul do país.[1] É o oitavo maior país da Europa em termos de área e o país menos povoado da União Europeia. A língua materna de quase toda a população é o finlandês, que é uma das línguas fino-úgricas e é mais estreitamente relacionado com o estoniano. O finlandês é apenas uma das quatro línguas oficiais da UE que não são de origem Indo-Europeia. A segunda língua oficial da Finlândia - o Sueco - é a língua nativa de 5,5 por cento da população.[4] A Finlândia é uma república parlamentar com o governo central baseado em Helsinque e os governos locais baseados em 348 municípios.[5] A Área Metropolitana de Helsinque (que inclui a Helsinque, Espoo, Kauniainen e Vantaa) é a residência de cerca de um milhão de habitantes e é responsável pela produção de um terço do PIB do país. Outras cidades importantes são Tampere, Turku, Oulu, Jyväskylä, Kuopio e Lahti.
A Finlândia foi uma parte da Suécia e em 1809 um Grão-Ducado autônomo dentro do Império Russo. A Declaração de independência da Finlândia foi feita em 1917 e foi seguida por uma guerra civil, guerras contra a União Soviética e a Alemanha nazista e por um período de neutralidade oficial durante a Guerra Fria. A Finlândia aderiu à ONU em 1955, à OCDE em 1969, à União Europeia em 1995 e desde o início da Zona Euro. O país foi classificado como o segundo mais estável do mundo, em uma pesquisa basdeada em indicadores sociais, econômicos, políticos e militares.[6]
A Finlândia teve um atraso relativo no seu processo de industrialização, permanecendo como um país essencialmente agrário até 1950. Posteriormente, o desenvolvimento econômico foi rápido e o país atingiu um dos melhores níveis de renda do mundo no início da década de 1970. Entre 1970 e 1990, a Finlândia construiu um Estado de bem-estar social. Depois de uma grave depressão no início de 1990, os sucessivos governos do país reformaram o sistema econômico finlandês através de privatização, desregulamentação e de cortes de impostos.
A Finlândia é muito bem colocada em várias comparações internacionais de desempenho nacional, como produção de alta tecnologia, saúde e desenvolvimento humano.[7] O país foi classificado na 1ª posição do Índice de Prosperidade Legatum de 2009, que é baseado no desempenho econômico e na qualidade de vida.[8]
História
Pré-história
De acordo com evidências arqueológicas, a área onde agora é a Finlândia foi estabelecida primeiramente em torno de 8500 a.C. durante a idade da pedra enquanto a última era do gelo retrocedia. Os povos mais adiantados provavelmente eram caçadores e camponeses, vivendo na tundra e com o que o mar poderia oferecer. A cerâmica é conhecida desde 5300 a.C. A existência de um sistema de troca extenso durante o período mesolítico é indicada pela propagação do asbesto e da pedra-sabão na Finlândia oriental, e por existir ardósia na Escandinávia, na Rússia, no sul do lago Onega além de na Escandinávia do norte. Desconfia-se (e é tido como provável) que os falantes das línguas fino-úgricas chegaram à área durante a idade da pedra, e foram possivelmente os primeiros colonos Mesolíticos.A chegada da cultura do Machado de Batalha no litoral da Finlândia do sul, em torno de 3200 a.C., pode ter coincidido com o começo da agricultura. Entretanto, os registros mais adiantados da agricultura são do milênio passado. A caça e a pesca continuam a ser partes importantes da economia, especialmente nas partes norte e oriental do país. A idade do bronze (1500-500 a.C.) e a idade do ferro (500 a.C.-1200) foram caracterizadas por contatos extensivos com a Escandinávia, o norte da Rússia e a região Báltica.
Domínio sueco
Os primeiros suecos desembarcaram na costa finlandesa na época medieval. Os reis suecos estabeleceram as primeiras regras no país em 1249. Pouco tempo tempos, o país foi agregado e completamente colonizado pela Suécia. O sueco tornou-se a língua oficial nobreza, administração e educação. O finlandês tornou-se uma língua secundária, falada principalmente pelos camponeses e pelo clero. O Bispo de Turku era a pessoa preeminente na Finlândia antes da Reforma Protestante.Durante a reforma, grande parte do país aderiu ao luteranismo. No século XVI, Mikael Agricola publicou os primeiros trabalhos escritos na Finlândia, a primeira universidade do país, "The Royal Academy of Turku", foi inaugurada em 1640. O país passou por uma grave fome entre 1676 e 1697, e cerca de um terço da população morreu. No século XVIII, uma intensa guerra entre Suécia e Rússia acarretou em duas ocupações da Rússia no país, foi a Grande Guerra do Norte, na qual a Suécia enfrentou Rússia, Dinamarca, Noruega e a República das Duas Nações. Ao fim, a guerra tornou-se um conflito concentrado entre Suécia e Rússia, a chamada Guerra Finlandesa.
Grão-ducado da Finlândia
Em 29 de março de 1809, depois de ter sido tomada pelas forças militares de Alexandre I da Rússia, a Finlândia tornou-se o Grão-ducado da Finlândia, autônomo no império russo até o fim de 1917, durante esse tempo, a língua finlandesa ganhou mais espaço. A partir de 1860, um forte movimento popular nacionalista cresceu.Em 1835, foi publicado o Kalevala, que se tornou um épico nacional, e em 1882, o finlandês foi declarado o idioma oficial no estatuto nacional. A fome matou cerca de 15% da população entre 1866 e 1868, uma das maiores fomes da história européia, o que levou a Rússia a facilitar a regulamentação financeira. O crescimento econômico e político foi rápido, o PIB tornou-se equivalente a metade dos Estados Unidos e um terço da Grã-Bretanha.
Em 1906, o movimento conhecido como "Sufrágio universal" foi adotado no país. No entanto, a relação entre o Grão-ducado da Finlândia e a Rússia entrou em crise quando o governo russo, diante do crescimento do país, quis restringir a autonomia dada inicialmente. Por exemplo, o Sufrágio foi, na prática, quase sem sentido, uma vez que o czar russo não tinha de dar opinião sobre qualquer decisão tomada no parlamento finlandês. Nessa época, os radicais liberais e os socialistas começaram as primeiras reivindicações de independência.
Independência e guerra civil
Novas eleições foram realizadas e o partido de direita saiu-se vencedor, ele era o principal inimigo político dos democratas. O partido derrotado se recusou a aceitar o resultado e ainda alegou que a dissolução de parlamento foi extralegal. Os dois partidos, quase igualmente poderosos, tornaram-se altamente antagonizados.
A revolução russa de outubro mudou o jogo novamente. De repente, o partido de direita reconsiderou a sua decisão de bloquear a transferência do poder executivo russo para a Finlândia, já que radicais russos haviam tomado o poder na Rússia após a queda do czar Nicolau II. Ao invés de continuar vinculando o "Power Law", o partido declarou a independência do país em 6 de dezembro de 1917. A independência do país foi reconhecida pelo Tratado de Brest-Litovski, firmado em 3 de março de 1918.
Depois de uma terrível guerra civil, o partido de direita, liderado pelo general Mannerheim, derrotou os democratas, apoiados pelos Bolcheviques russos. Após a assinatura do Tratado de Brest-Litovski, tropas alemãs desembarcaram em Hanko, e em 13 de abril de 1918 tomaram Helsinque. Em 13 de maio, se celebrou a vitória da "Finlândia Branca", quando as tropas soviéticas russas se retiraram do país.
Em 9 de outubro de 1918, o senado finlandês escolheu o alemão Federico Carlos de Hesse como rei. A abolição da monarquia na Alemanha também acabou com a monarquia na Finlândia, e Frederico sequer chegou a visitar o país, renunciando o cargo em 14 de dezembro. A Finlândia tornou-se oficialmente parlamentarista e elegeu Kaarlo Juho Ståhlberg como seu primeiro presidente.
Entre 1918 e 1920 a Finlândia fez várias incursões em territórios russos, essas viagens ficaram conhecidas como "Heimosodat", cujo objetivo era criar a "Grande Finlândia", o que não aconteceu. O "Tratado de Tartu", firmado com a Rússia em 14 de outubro de 1920, definiu as fronteiras entre os dois países.
Segunda guerra mundial
Áreas finlandesas cedidas para a URSS durante a segunda grande guerra.
Vários tratados assinados entre 1947 e 1948 determinavam que a Finlândia devia cerder à URSS boa parte de seu território, foi o "Tratado de Paz de Moscou". A Finlândia foi forçada a reparar a URSS pelos danos de guerra e a ceder partes da região da Carélia, bem como partes das cidades de Salla e Pechenga, que representavam juntas 10% de seu território e 20% de sua capacidade industrial, dentre eles o "Porto de Vyborg". Cerca de 400 mil desalojados deixaram essas áreas.
O país teve de rejeitar a ajuda do Plano Marshall, elaborado para reestruturar a Europa, mas foi secretamente amparada pelos Estados Unidos, que ajudaram no desenvolvimento e contribuíram com o partido dos democratas para preservar a independência do país. A Finlândia passou a estabelecer comércio com o Reino Unido, e as reparações de guerra transformaram o país em um potência industrial. Mesmo após os reparos da URSS terem sido feitos, o país que é pobre em alguns recursos naturais como petróleo e ferro, continuava parcialmente dependente da URSS em questões econômicas.
A Guerra Fria
Em 1950, metade dos trabalhadores finlandeses estava em áreas agrícolas e 30% viviam em áreas urbanas. Novas oportunidades na indústria e comércio atraíram pessoas para as cidades. Os Jogos Olímpicos de Verão de 1952 trouxeram muitos turistas para o país. Como na década de 70 as oportunidades de trabalho não cresceram, milhares de pessoas migraram para a área principal da Suécia, sobretudo em 1969 e 1970. A Finlândia participou ativamente na liberação comercial do Banco mundial, do Fundo Monetário Internacional e do Acordo Geral de Tarifas e Comércio. Urho Kekkonen, o oitavo presidente da Finlândia.
Apesar da estreita relação com a URSS, a Finlândia manteve sua economia ativa no Mercado Ocidental. O crescimento econômico do país foi rápido. Após a morte do ditador soviético Josef Stalin, o domínio sobre a Finlândia começou a enfraquecer: os soviéticos evacuaram uma de suas principais bases no país, em Porkkala, em 1956, a URSS também autorizou o país a entrar para a Associação Europeia de Livre Comércio em 1962. É também um êxito a linha Paasikivi-Kekkonen, pela qual a Finlândia conseguiu satisfazer várias exigências soviéticas sem afetar sua neutralidade na guerra fria ou sua independência política.
Tida como uma ponte entre os blocos capitalista e comunista, em 1973 a Finlândia participou da Conferência de Segurança e Cooperação Européia, cuja ata final foi firmada em 31 de julho de 1975. O fim da URSS em 1991 implicou o fim da finlandização. Em fevereiro de 1993, a Finlândia começou a negociar sua entrada na União Européia, que ocorreu em 1994 e oficialmente em 1995.
História e eventos recentes
Tal como todos os países nórdicos, a Finlândia tem sua economia liberalizada desde os anos 80. A regulamentação de mercado foi forte, algumas empresas estatais foram privatizadas e houve modestos cortes fiscais, o país entrou para a Área do Euro em 1999.O país foi um dos primeiros a adotar o euro como moeda oficial logo após seu lançamento, em 1 de janeiro de 2002.
Política
O Chefe de Estado é o Presidente da República, eleito por um período de seis anos e pode ser eleito por dois mandatos consecutivos. A atual Presidente da República, Srª Tarja Halonen, foi eleita em fevereiro de 2000. Porém o Presidente só é responsável pela política externa, representando o Estado Nacional.
O poder executivo consiste em um Governo, chefiado por um primeiro-ministro, (que é escolhido pelo Parlamento de 200 membros), e composto por ministros distribuídos por vários cargos, e por um membro ex-ofício, o Chanceler de Justiça.
- Rankings internacionais
- Transparency International: Corrupção, 1º de 146 países
Geografia
Topografia e geologia
A Finlândia é um país com milhares de lagos e ilhas, 187 888 lagos e 179 584 ilhas, mais concretamente. Um destes lagos, o Saimaa, é o 5º maior lago da Europa. A paisagem finlandesa é predominantemente plana, com algumas colinas e montes baixos. O ponto mais alto do país, o Halti, com 1328 m, encontra-se no extremo norte da Lapónia.Cerca de 75% da área terrestre do país está coberto por Taiga (ou floresta boreal), com pouca terra arável, o tipo mais comum de rocha é o granito. A Morena é o tipo mais comum de solo, recoberto por uma fina camada de húmus de origem biológica. Podzol é visto na maioria das épocas do ano, exceto nos períodos de pouca drenagem, nessa época o solo é ocupado por Gley soils e Pauls.
Grande parte das ilhas estão localizadas no sudoeste, no Mar do Arquipélago, parte do arquipélago das ilhas Åland, e ao longo da costa sul do Golfo da Finlândia. A Finlândia é um dos poucos países cuja superfície ainda se expande, devido a recuperação pós-glacial que está sofrendo desde a última era glacial a superfície se expande cerca de 7 quilômetros por ano.
Um quarto do território finlandês situa-se a norte do Círculo Polar Ártico, e consequentemente é possível experimentar o Sol da meia-noite — mais frequente à medida que se caminha para norte. No ponto mais setentrional da Finlândia, o Sol não se põe durante 73 dias no verão e não nasce durante 51 dias no inverno. A distância que separa o extremo sul do país, Hanko, do extremo norte, Nuorgam, é de cerca de 1.445 quilômetros, o que daria cerca de 18 horas de condução.
Demografia
A densidade demográfica finlandesa é baixa no norte e mais elevada no sul, característica comum à Escandinávia.
A população da Finlândia sempre se concentrou na região sul do país. As grandes cidades da Finlândia encontram-se na Área Metropolitana de Helsínquia (incluindo as cidades de Helsinki, Espoo e Vantaa), Tampere, Turku, e Oulu.
Religião
Segundo dados de 2004, a maior parte dos finlandeses (83,3%) são membros da Igreja Luterana da Finlândia, com uma minoria de 1,1% pertencente à Igreja Ortodoxa. As duas são igrejas oficiais do estado. O resto consiste em grupos relativamente pequenos (1,1 no total) de outros protestantes, católicos, muçulmanos, judeus, e 14% não-religiosos.Subdivisões
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