História
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Pré-história
Evidências arqueológicas encontradas em Ristiina, na Finlândia.
De acordo com evidências
arqueológicas, a área onde agora é a Finlândia foi estabelecida primeiramente em torno de 8500 a.C. durante a
idade da pedra enquanto a última
era do gelo retrocedia. Os povos mais adiantados provavelmente eram caçadores e camponeses, vivendo na
tundra e com o que o mar poderia oferecer. A
cerâmica é conhecida desde 5300 a.C. A existência de um sistema de troca extenso durante o período mesolítico é indicada pela propagação do asbesto e da pedra-sabão na
Finlândia oriental, e por existir
ardósia na
Escandinávia, na
Rússia, no sul do
lago Onega além de na Escandinávia do norte. Desconfia-se (e é tido como provável) que os falantes das línguas fino-úgricas chegaram à área durante a
idade da pedra, e foram possivelmente os primeiros colonos Mesolíticos.
A chegada da cultura do Machado de Batalha no litoral da Finlândia do sul, em torno de 3200 a.C., pode ter coincidido com o começo da
agricultura. Entretanto, os registros mais adiantados da agricultura são do milênio passado. A
caça e a
pesca continuam a ser partes importantes da economia, especialmente nas partes norte e oriental do país. A idade do bronze (1500-500 a.C.) e a
idade do ferro (500 a.C.-1200) foram caracterizadas por contatos extensivos com a Escandinávia, o norte da Rússia e a região Báltica.
Domínio sueco
Os primeiros suecos desembarcaram na costa finlandesa na época medieval. Os reis suecos estabeleceram as primeiras regras no país em
1249. Pouco tempo tempos, o país foi agregado e completamente colonizado pela
Suécia. O
sueco tornou-se a língua oficial nobreza, administração e educação. O
finlandês tornou-se uma língua secundária, falada principalmente pelos
camponeses e pelo
clero. O Bispo de Turku era a pessoa preeminente na Finlândia antes da
Reforma Protestante.
Durante a reforma, grande parte do país aderiu ao
luteranismo. No
século XVI,
Mikael Agricola publicou os primeiros trabalhos escritos na Finlândia, a primeira universidade do país, "The Royal Academy of Turku", foi inaugurada em
1640. O país passou por uma grave fome entre
1676 e
1697, e cerca de um terço da população morreu. No
século XVIII, uma intensa guerra entre Suécia e
Rússia acarretou em duas ocupações da Rússia no país, foi a
Grande Guerra do Norte, na qual a Suécia enfrentou Rússia,
Dinamarca,
Noruega e a
República das Duas Nações. Ao fim, a guerra tornou-se um conflito concentrado entre Suécia e Rússia, a chamada
Guerra Finlandesa.
Grão-ducado da Finlândia
Em
29 de março de
1809, depois de ter sido tomada pelas forças militares de
Alexandre I da Rússia, a Finlândia tornou-se o
Grão-ducado da Finlândia, autônomo no
império russo até o fim de
1917, durante esse tempo, a língua finlandesa ganhou mais espaço. A partir de
1860, um forte movimento popular nacionalista cresceu.
Em
1835, foi publicado o
Kalevala, que se tornou um épico nacional, e em
1882, o finlandês foi declarado o idioma oficial no estatuto nacional. A fome matou cerca de 15% da população entre
1866 e
1868, uma das maiores fomes da história européia, o que levou a Rússia a facilitar a regulamentação financeira. O crescimento econômico e político foi rápido, o
PIB tornou-se equivalente a metade dos
Estados Unidos e um terço da
Grã-Bretanha.
Em
1906, o movimento conhecido como "
Sufrágio universal" foi adotado no país. No entanto, a relação entre o Grão-ducado da Finlândia e a Rússia entrou em crise quando o governo russo, diante do crescimento do país, quis restringir a autonomia dada inicialmente. Por exemplo, o Sufrágio foi, na prática, quase sem sentido, uma vez que o
czar russo não tinha de dar opinião sobre qualquer decisão tomada no parlamento finlandês. Nessa época, os radicais liberais e os socialistas começaram as primeiras reivindicações de independência.
Independência e guerra civil
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Após a
Revolução de fevereiro a posição da Finlândia como parte da Rússia passou a ser questionada, principalmente pelos
democratas sociais. Uma vez que o chefe de estado era o
czar russo, não ficava claro quem era o chefe executivo após a revolução. Os democratas assinaram o chamado "Power Law", que daria autoridade máxima ao
parlamento. No entanto, o governo russo não aprovou, e dissolveu o parlamento pela força, o que foi considerado ilegal pelos democratas, uma vez que grande parte da influência russa sobre a Finlândia foi finalizada pelo "Power Law".
Novas eleições foram realizadas e o
partido de direita saiu-se vencedor, ele era o principal inimigo político dos democratas. O partido derrotado se recusou a aceitar o resultado e ainda alegou que a dissolução de parlamento foi extralegal. Os dois partidos, quase igualmente poderosos, tornaram-se altamente antagonizados.
A
revolução russa de outubro mudou o jogo novamente. De repente, o partido de direita reconsiderou a sua decisão de bloquear a transferência do poder executivo russo para a Finlândia, já que radicais russos haviam tomado o poder na Rússia após a queda do czar Nicolau II. Ao invés de continuar vinculando o "Power Law", o partido declarou a independência do país em
6 de dezembro de
1917. A independência do país foi reconhecida pelo
Tratado de Brest-Litovski, firmado em
3 de março de
1918.
Depois de uma terrível
guerra civil, o partido de direita, liderado pelo general
Mannerheim, derrotou os democratas, apoiados pelos
Bolcheviques russos. Após a assinatura do Tratado de Brest-Litovski, tropas
alemãs desembarcaram em
Hanko, e em
13 de abril de 1918 tomaram Helsinque. Em
13 de maio, se celebrou a vitória da "Finlândia Branca", quando as tropas soviéticas russas se retiraram do país.
Em
9 de outubro de 1918, o senado finlandês escolheu o alemão Federico Carlos de Hesse como rei. A abolição da
monarquia na
Alemanha também acabou com a monarquia na Finlândia, e Frederico sequer chegou a visitar o país, renunciando o cargo em
14 de dezembro. A Finlândia tornou-se oficialmente parlamentarista e elegeu
Kaarlo Juho Ståhlberg como seu primeiro presidente.
Entre 1918 e
1920 a Finlândia fez várias incursões em territórios russos, essas viagens ficaram conhecidas como "Heimosodat", cujo objetivo era criar a "
Grande Finlândia", o que não aconteceu. O "Tratado de Tartu", firmado com a Rússia em
14 de outubro de 1920, definiu as fronteiras entre os dois países.
Segunda guerra mundial
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Áreas finlandesas cedidas para a
URSS durante a segunda grande guerra.
Durante a
Segunda Guerra Mundial, a Finlândia e a
União Soviética (URSS) se enfrentaram duas vezes: na
Guerra de Inverno (
1939-
40), e na continuação da guerra entre
1941 e
1944, durante a
Operação Barbarossa, quando a
Alemanha invadiu a URSS. Durante 872 dias, tropas finlandesas e alemãs
sitiaram Leninegrado, uma das principais cidades da URSS. Após a derrota da Alemanha pelas frentes orientais e o subsequente avanço soviético, a Finlândia foi forçada a se retratar com a URSS, e aceitar exigências de reparações e controle.
Vários tratados assinados entre
1947 e
1948 determinavam que a Finlândia devia cerder à URSS boa parte de seu território, foi o "Tratado de Paz de Moscou". A Finlândia foi forçada a reparar a URSS pelos danos de guerra e a ceder partes da região da
Carélia, bem como partes das cidades de Salla e Pechenga, que representavam juntas 10% de seu território e 20% de sua capacidade industrial, dentre eles o "Porto de Vyborg". Cerca de 400 mil desalojados deixaram essas áreas.
O país teve de rejeitar a ajuda do
Plano Marshall, elaborado para reestruturar a
Europa, mas foi secretamente amparada pelos
Estados Unidos, que ajudaram no desenvolvimento e contribuíram com o partido dos democratas para preservar a independência do país. A Finlândia passou a estabelecer comércio com o
Reino Unido, e as reparações de guerra transformaram o país em um potência industrial. Mesmo após os reparos da URSS terem sido feitos, o país que é pobre em alguns recursos naturais como
petróleo e
ferro, continuava parcialmente dependente da URSS em questões econômicas.
A Guerra Fria
Em
1950, metade dos trabalhadores finlandeses estava em áreas agrícolas e 30% viviam em áreas urbanas. Novas oportunidades na indústria e comércio atraíram pessoas para as cidades. Os
Jogos Olímpicos de Verão de 1952 trouxeram muitos turistas para o país. Como na década de
70 as oportunidades de trabalho não cresceram, milhares de pessoas migraram para a área principal da
Suécia, sobretudo em
1969 e 1970. A Finlândia participou ativamente na liberação comercial do
Banco mundial, do
Fundo Monetário Internacional e do
Acordo Geral de Tarifas e Comércio.
Apesar de pretender ficar neutra durante a
Guerra Fria, a Finlândia esteve na chamada "Zona Cinzenta" entre os países ocidentais. O "Tratado de YYA" deu à URSS grande influência dentro da Finlândia, o que foi altamente explorado pelo presidente
Urho Kekkonen contra seus adversários. Ele manteve o monopólio efetivo nas relações com a URSS, o que aumentou muito sua popularidade. Tentou-se também evitar declarações políticas que fossem consideradas anti-soviéticas, a chamada
finlandização. Essa censura também servia para literatura e qualquer tipo de meios de comunicação.
Apesar da estreita relação com a URSS, a Finlândia manteve sua economia ativa no Mercado Ocidental. O crescimento econômico do país foi rápido. Após a morte do ditador soviético
Josef Stalin, o domínio sobre a Finlândia começou a enfraquecer: os soviéticos evacuaram uma de suas principais bases no país, em Porkkala, em
1956, a URSS também autorizou o país a entrar para a
Associação Europeia de Livre Comércio em
1962. É também um êxito a
linha Paasikivi-Kekkonen, pela qual a Finlândia conseguiu satisfazer várias exigências soviéticas sem afetar sua neutralidade na guerra fria ou sua independência política.
Tida como uma ponte entre os blocos
capitalista e
comunista, em
1973 a Finlândia participou da Conferência de Segurança e Cooperação Européia, cuja ata final foi firmada em
31 de julho de
1975. O fim da URSS em
1991 implicou o fim da finlandização. Em
fevereiro de
1993, a Finlândia começou a negociar sua entrada na
União Européia, que ocorreu em
1994 e oficialmente em
1995.
História e eventos recentes
Tal como todos os países nórdicos, a Finlândia tem sua economia liberalizada desde os anos
80. A regulamentação de mercado foi forte, algumas empresas estatais foram privatizadas e houve modestos cortes fiscais, o país entrou para a
Área do Euro em
1999.
O país foi um dos primeiros a adotar o
euro como moeda oficial logo após seu lançamento, em
1 de janeiro de
2002.
Política
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Finlândia tem um regime republicano parlamentar semipresidencialista.
O Chefe de Estado é o Presidente da República, eleito por um período de seis anos e pode ser eleito por dois mandatos consecutivos. A atual Presidente da República, Srª Tarja Halonen, foi eleita em fevereiro de 2000. Porém o Presidente só é responsável pela política externa, representando o Estado Nacional.
O poder executivo consiste em um Governo, chefiado por um primeiro-ministro, (que é escolhido pelo Parlamento de 200 membros), e composto por ministros distribuídos por vários cargos, e por um membro ex-ofício, o Chanceler de Justiça.
- Rankings internacionais
Geografia
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Topografia e geologia
A Finlândia é um país com milhares de lagos e ilhas, 187 888 lagos e 179 584 ilhas, mais concretamente. Um destes lagos, o
Saimaa, é o 5º maior lago da
Europa. A paisagem finlandesa é predominantemente plana, com algumas colinas e montes baixos. O ponto mais alto do país, o
Halti, com 1328 m, encontra-se no extremo norte da
Lapónia.
Cerca de 75% da área terrestre do país está coberto por
Taiga (ou floresta boreal), com pouca terra arável, o tipo mais comum de rocha é o
granito. A
Morena é o tipo mais comum de solo, recoberto por uma fina camada de
húmus de origem biológica.
Podzol é visto na maioria das épocas do ano, exceto nos períodos de pouca drenagem, nessa época o solo é ocupado por Gley soils e
Pauls.
Grande parte das ilhas estão localizadas no
sudoeste, no
Mar do Arquipélago, parte do arquipélago das
ilhas Åland, e ao longo da costa sul do
Golfo da Finlândia. A Finlândia é um dos poucos países cuja superfície ainda se expande, devido a recuperação pós-glacial que está sofrendo desde a última
era glacial a superfície se expande cerca de 7 quilômetros por ano.
Um quarto do território finlandês situa-se a norte do
Círculo Polar Ártico, e consequentemente é possível experimentar o
Sol da meia-noite — mais frequente à medida que se caminha para norte. No ponto mais setentrional da Finlândia, o
Sol não se põe durante 73 dias no verão e não nasce durante 51 dias no inverno. A distância que separa o extremo sul do país,
Hanko, do extremo norte,
Nuorgam, é de cerca de 1.445 quilômetros, o que daria cerca de 18 horas de condução.
Demografia
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Há duas línguas oficiais na Finlândia: o
finlandês, falado por 92% da população como língua materna e o
sueco, falado por 5,5% dos habitantes.
A população da Finlândia sempre se concentrou na região sul do país. As grandes cidades da Finlândia encontram-se na
Área Metropolitana de Helsínquia (incluindo as cidades de
Helsinki,
Espoo e
Vantaa),
Tampere,
Turku, e
Oulu.
Religião
Segundo dados de
2004, a maior parte dos finlandeses (83,3%) são membros da Igreja
Luterana da Finlândia, com uma minoria de 1,1% pertencente à
Igreja Ortodoxa. As duas são igrejas oficiais do estado. O resto consiste em grupos relativamente pequenos (1,1 no total) de outros
protestantes,
católicos, muçulmanos, judeus, e 14% não-religiosos.
Subdivisões
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A Finlândia administra 6
províncias (
lääni, plural:
läänit), divididas em 90
distritos estaduais locais. Cada província têm uma espécie de filial do
poder executivo do governo nacional que mantém a autoridade no local. É um sistema que mudou pouco desde sua criação em
1634, para nova divisão em
1997. Desde então, as seis províncias são: