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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A Finlândia e o Brasil

Finlândia e Brasil são dois países muito diferentes tanto em tamanho quanto em cultura, e há ainda uma longa distância geográfica entre os dois. Porém, há muita interacão e cooperacão nas áreas de política, economia, cultura, assim como em ciência e tecnologia. Além disso, há uma pequena colônia de finlandeses que moram no Brasil desde o início do século XX.



Relações políticas

O Brasil reconheceu a Finlândia em 1919 e as relações diplomáticas entre os países foram estabelecidas em 1929. A Finlândia enviou o seu primeiro embaixador ao Brasil (Rio de Janeiro) em 1937. A transferência da capital do Rio para Brasília levou a Embaixada da Finlândia também a se mudar para a nova capital em 1973. Além da Embaixada, a Finlândia tem, no Brasil, dois consulados honorários gerais (Rio de Janeiro e São Paulo) e oito cônsules honorários.
As relações entre os dois países subiram a um outro nível em 1997 quando o presidente Martti Ahtisaari realizou a primeira visita oficial no nível de chefes de Estado entre os países. A presidenta Tarja Halonen realizou uma visita oficial ao Brasil em Outubro-Novembro de 2003 junto com uma delegação de representantes da vida econômica. A presidenta Halonen visitou o Brasil também em 2006 no âmbito da reunião da UNCTAD e encontrou novamente com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente Lula realizou uma visita oficial à Finlândia em setembro de 2007, sendo o primeiro presidente brasileiro a visitar o país.
Ao longo dos últimos anos várias visitas no nível de minsitros tem sido realizadas da Finlândia para o Brasil. Visitaram o Brasil, entre outros, a Ministra de Comércio Exterior e de Desenvolvimento Paula Lehtomäki (2004), o Ministro da Agricultura Juha Korkeaoja (2006), Primeiro-Ministro Matti Vanhanen (2008), o Ministro de Comércio Exterior e de Desenvolvimento Paavo Väyrynen (2009), O Ministro de Habitação Jan Vapaavuori (2010) e a Ministra da Justiça Tuija Brax (2010) .

Relações econômicas

O comércio entre a Finlândia e o Brasil tem crescido nos últimos anos de maneira positiva. Em 2009, o intercâmbio comercial entre os dois países atingiu aproximadamente 1,1 bi euros. A importação finlandesa inclui, em sua maioria, máquinas e equipamentos. Os produtos exportados mais importantes são os mineirais, minério de ferro e alimentos.

Tabela: Comércio entre a Finlândia e o Brasil

Milhões €20052006200720082009
Importação238,6429,0481,6603,8598,2
Exportação408,8577,0627,2615,4465,1
Balanço-170,2-148,0-145,6-11,6133,1
Os investimentos finlandeses no Brasil têm, também, crescido significativamente nos últimos anos. O investimento produtivo mais antigo no Brasil, e também em toda a América Latina (1960) é a fábrica de tratores Valmet, que posteriormente foi transferida para donos americanos com o nome de Valtra. Nokia abriu a sua fábrica de celulares em Manaus, em 1998, e com ela tornou-se rapidamente uma das maiores empresas exportadoras. Hoje, a Nokia emprega aproximadamente 3 000 funcionários. Juntamente com a Nokia outros fabricantes da TI chegaram ao Brasil.
Um co-investimento de Stora Enso e a empresa brasileira Aracruz Celulose fez surgir no estado da Bahia a maior fábrica de celulose do mundo. A Veracel, cuja produção se baseia no uso de eucalipto branqueado, começou a produção em maio de 2005. A fábrica iniciou a sua produção em 2005. O valor total do investimento foi de 1,25 bi USD, o que o tornou o maior investimento único estrangeiro no Brasil. Stora Enso tem cogitado dobrar a capacidade de produção da Veracel.
Ao todo as empresas finlandesas têm em torno de 40 subsidiárias no Brasil. O volume dos negócios soma quase três bilhões de euros e é múltiplo em relação à exportação direta da Finlândia. As empresas empregam aproximadamente 20 000 pessoas.
O Centro Comercial de Finpro foi inaugurado, em São Paulo, em 1996. Os seus principais setores incluem a indústria florestal, telecomunicações, indústria de minas e de mineração, saúde, tecnologia alimentícias e tecnologia ambiental. Os serviços de consultoria de Finpro concentram-se em dois grupos principais, por um lado, o planejamento de entrada ao mercado e desenvolvimento dos canais de distribuição, e, por outro, incentivos à produção local.

Literatura, artes, música e cinema finlandeses no Brasil

São poucas as traduções da literatura finlandesa para o português do Brasil. Algumas obras de Mika Waltari existem. A epopéia nacional da Finlândia, Kalevala, tem uma tradução em Portugal. Além disso, o primeiro poema de Kalevala foi publicado, com comentários, em português brasileiro em 2009.
Do arquitetos finlandeses Alvar Aalto, em específico, é conhecido dentre os especialistas da área. Em 2005-2006 uma exposição sobre o trabalho do renomado arquiteto foi exibido em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Ao longo dos últimos anos, outras exposições da arte finlandesa têm sido realizadas no Brasil. Em 2003, uma exposição com obras de vários artistas finlandeses foi organizada em São Paulo e no Rio de Janeiro. No início de 2008, a arte finlandesa estava exposta no MuBE em São Paulo e Museu da República no Rio de Janeiro. Em janeiro de 2009 a exposição retrospectiva de Osmo Rauhala foi exibida no Museu de Arte Moderna (MAM) no Rio de Janeiro.

Quanto ao cinema finlandês, os filmes de Aki e Mika Kaurismäki têm sido apresentados no cinema e na televisão no Brasil. Principalmente, os filmes de Mika Kaurismäki que tratam do Brasil são conhecidos no país. Outros filmes finlandeses também têm sido apresentados nos festivais de cinema em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Brasília.Dos compositores finlandeses Jean Sibelius é o mais conhecido. A sua música é apresentada nas rádios que transmitem música clássica. As composições de Sibelius fazem parte, também, dos programas das orquestras sinfônicas e filarmônicas brasileiras; entre outros, a Orquestra Sinfônica de Brasília apresentou, em dezembro de 2008, a sinfonia Kullervo do compositor finlandês. Quanto à música popular, HIM, The Rasmus e Nightwish, entre outros, ganharam fãs no Brasil. Quando se apresenta no Brasil, a banda Nightwish sempre lota os lugares nos quais se apresenta. Nightwish fez uma turnê extensa no Brasil em novembro de 2008.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A Finlândia (em finlandês: Loudspeaker.svg? Suomi e em sueco: Loudspeaker.svg? Finland ), oficialmente República da Finlândia,[3] é um país nórdico situado na região da Fino-Escandinávia, no norte da Europa. Faz fronteira com a Suécia a oeste, com a Rússia a leste e com a Noruega ao norte, enquanto a Estônia está ao sul através do Golfo da Finlândia. A capital do país é Helsinque.
Cerca de 5,3 milhões de pessoas vivem na Finlândia, sendo que a maior parte da população está concentrada no sul do país.[1] É o oitavo maior país da Europa em termos de área e o país menos povoado da União Europeia. A língua materna de quase toda a população é o finlandês, que é uma das línguas fino-úgricas e é mais estreitamente relacionado com o estoniano. O finlandês é apenas uma das quatro línguas oficiais da UE que não são de origem Indo-Europeia. A segunda língua oficial da Finlândia - o Sueco - é a língua nativa de 5,5 por cento da população.[4] A Finlândia é uma república parlamentar com o governo central baseado em Helsinque e os governos locais baseados em 348 municípios.[5] A Área Metropolitana de Helsinque (que inclui a Helsinque, Espoo, Kauniainen e Vantaa) é a residência de cerca de um milhão de habitantes e é responsável pela produção de um terço do PIB do país. Outras cidades importantes são Tampere, Turku, Oulu, Jyväskylä, Kuopio e Lahti.
A Finlândia foi uma parte da Suécia e em 1809 um Grão-Ducado autônomo dentro do Império Russo. A Declaração de independência da Finlândia foi feita em 1917 e foi seguida por uma guerra civil, guerras contra a União Soviética e a Alemanha nazista e por um período de neutralidade oficial durante a Guerra Fria. A Finlândia aderiu à ONU em 1955, à OCDE em 1969, à União Europeia em 1995 e desde o início da Zona Euro. O país foi classificado como o segundo mais estável do mundo, em uma pesquisa basdeada em indicadores sociais, econômicos, políticos e militares.[6]
A Finlândia teve um atraso relativo no seu processo de industrialização, permanecendo como um país essencialmente agrário até 1950. Posteriormente, o desenvolvimento econômico foi rápido e o país atingiu um dos melhores níveis de renda do mundo no início da década de 1970. Entre 1970 e 1990, a Finlândia construiu um Estado de bem-estar social. Depois de uma grave depressão no início de 1990, os sucessivos governos do país reformaram o sistema econômico finlandês através de privatização, desregulamentação e de cortes de impostos.
A Finlândia é muito bem colocada em várias comparações internacionais de desempenho nacional, como produção de alta tecnologia, saúde e desenvolvimento humano.[7] O país foi classificado na 1ª posição do Índice de Prosperidade Legatum de 2009, que é baseado no desempenho econômico e na qualidade de vida.[8]

História

Pré-história

Evidências arqueológicas encontradas em Ristiina, na Finlândia.
De acordo com evidências arqueológicas, a área onde agora é a Finlândia foi estabelecida primeiramente em torno de 8500 a.C. durante a idade da pedra enquanto a última era do gelo retrocedia. Os povos mais adiantados provavelmente eram caçadores e camponeses, vivendo na tundra e com o que o mar poderia oferecer. A cerâmica é conhecida desde 5300 a.C. A existência de um sistema de troca extenso durante o período mesolítico é indicada pela propagação do asbesto e da pedra-sabão na Finlândia oriental, e por existir ardósia na Escandinávia, na Rússia, no sul do lago Onega além de na Escandinávia do norte. Desconfia-se (e é tido como provável) que os falantes das línguas fino-úgricas chegaram à área durante a idade da pedra, e foram possivelmente os primeiros colonos Mesolíticos.
A chegada da cultura do Machado de Batalha no litoral da Finlândia do sul, em torno de 3200 a.C., pode ter coincidido com o começo da agricultura. Entretanto, os registros mais adiantados da agricultura são do milênio passado. A caça e a pesca continuam a ser partes importantes da economia, especialmente nas partes norte e oriental do país. A idade do bronze (1500-500 a.C.) e a idade do ferro (500 a.C.-1200) foram caracterizadas por contatos extensivos com a Escandinávia, o norte da Rússia e a região Báltica.

Domínio sueco

Os primeiros suecos desembarcaram na costa finlandesa na época medieval. Os reis suecos estabeleceram as primeiras regras no país em 1249. Pouco tempo tempos, o país foi agregado e completamente colonizado pela Suécia. O sueco tornou-se a língua oficial nobreza, administração e educação. O finlandês tornou-se uma língua secundária, falada principalmente pelos camponeses e pelo clero. O Bispo de Turku era a pessoa preeminente na Finlândia antes da Reforma Protestante.
Durante a reforma, grande parte do país aderiu ao luteranismo. No século XVI, Mikael Agricola publicou os primeiros trabalhos escritos na Finlândia, a primeira universidade do país, "The Royal Academy of Turku", foi inaugurada em 1640. O país passou por uma grave fome entre 1676 e 1697, e cerca de um terço da população morreu. No século XVIII, uma intensa guerra entre Suécia e Rússia acarretou em duas ocupações da Rússia no país, foi a Grande Guerra do Norte, na qual a Suécia enfrentou Rússia, Dinamarca, Noruega e a República das Duas Nações. Ao fim, a guerra tornou-se um conflito concentrado entre Suécia e Rússia, a chamada Guerra Finlandesa.

Grão-ducado da Finlândia

Em 29 de março de 1809, depois de ter sido tomada pelas forças militares de Alexandre I da Rússia, a Finlândia tornou-se o Grão-ducado da Finlândia, autônomo no império russo até o fim de 1917, durante esse tempo, a língua finlandesa ganhou mais espaço. A partir de 1860, um forte movimento popular nacionalista cresceu.
Em 1835, foi publicado o Kalevala, que se tornou um épico nacional, e em 1882, o finlandês foi declarado o idioma oficial no estatuto nacional. A fome matou cerca de 15% da população entre 1866 e 1868, uma das maiores fomes da história européia, o que levou a Rússia a facilitar a regulamentação financeira. O crescimento econômico e político foi rápido, o PIB tornou-se equivalente a metade dos Estados Unidos e um terço da Grã-Bretanha.
Em 1906, o movimento conhecido como "Sufrágio universal" foi adotado no país. No entanto, a relação entre o Grão-ducado da Finlândia e a Rússia entrou em crise quando o governo russo, diante do crescimento do país, quis restringir a autonomia dada inicialmente. Por exemplo, o Sufrágio foi, na prática, quase sem sentido, uma vez que o czar russo não tinha de dar opinião sobre qualquer decisão tomada no parlamento finlandês. Nessa época, os radicais liberais e os socialistas começaram as primeiras reivindicações de independência.

Independência e guerra civil

Após a Revolução de fevereiro a posição da Finlândia como parte da Rússia passou a ser questionada, principalmente pelos democratas sociais. Uma vez que o chefe de estado era o czar russo, não ficava claro quem era o chefe executivo após a revolução. Os democratas assinaram o chamado "Power Law", que daria autoridade máxima ao parlamento. No entanto, o governo russo não aprovou, e dissolveu o parlamento pela força, o que foi considerado ilegal pelos democratas, uma vez que grande parte da influência russa sobre a Finlândia foi finalizada pelo "Power Law".
Novas eleições foram realizadas e o partido de direita saiu-se vencedor, ele era o principal inimigo político dos democratas. O partido derrotado se recusou a aceitar o resultado e ainda alegou que a dissolução de parlamento foi extralegal. Os dois partidos, quase igualmente poderosos, tornaram-se altamente antagonizados.
A revolução russa de outubro mudou o jogo novamente. De repente, o partido de direita reconsiderou a sua decisão de bloquear a transferência do poder executivo russo para a Finlândia, já que radicais russos haviam tomado o poder na Rússia após a queda do czar Nicolau II. Ao invés de continuar vinculando o "Power Law", o partido declarou a independência do país em 6 de dezembro de 1917. A independência do país foi reconhecida pelo Tratado de Brest-Litovski, firmado em 3 de março de 1918.
Depois de uma terrível guerra civil, o partido de direita, liderado pelo general Mannerheim, derrotou os democratas, apoiados pelos Bolcheviques russos. Após a assinatura do Tratado de Brest-Litovski, tropas alemãs desembarcaram em Hanko, e em 13 de abril de 1918 tomaram Helsinque. Em 13 de maio, se celebrou a vitória da "Finlândia Branca", quando as tropas soviéticas russas se retiraram do país.
Em 9 de outubro de 1918, o senado finlandês escolheu o alemão Federico Carlos de Hesse como rei. A abolição da monarquia na Alemanha também acabou com a monarquia na Finlândia, e Frederico sequer chegou a visitar o país, renunciando o cargo em 14 de dezembro. A Finlândia tornou-se oficialmente parlamentarista e elegeu Kaarlo Juho Ståhlberg como seu primeiro presidente.
Entre 1918 e 1920 a Finlândia fez várias incursões em territórios russos, essas viagens ficaram conhecidas como "Heimosodat", cujo objetivo era criar a "Grande Finlândia", o que não aconteceu. O "Tratado de Tartu", firmado com a Rússia em 14 de outubro de 1920, definiu as fronteiras entre os dois países.

Segunda guerra mundial

Áreas finlandesas cedidas para a URSS durante a segunda grande guerra.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a Finlândia e a União Soviética (URSS) se enfrentaram duas vezes: na Guerra de Inverno (1939-40), e na continuação da guerra entre 1941 e 1944, durante a Operação Barbarossa, quando a Alemanha invadiu a URSS. Durante 872 dias, tropas finlandesas e alemãs sitiaram Leninegrado, uma das principais cidades da URSS. Após a derrota da Alemanha pelas frentes orientais e o subsequente avanço soviético, a Finlândia foi forçada a se retratar com a URSS, e aceitar exigências de reparações e controle.
Vários tratados assinados entre 1947 e 1948 determinavam que a Finlândia devia cerder à URSS boa parte de seu território, foi o "Tratado de Paz de Moscou". A Finlândia foi forçada a reparar a URSS pelos danos de guerra e a ceder partes da região da Carélia, bem como partes das cidades de Salla e Pechenga, que representavam juntas 10% de seu território e 20% de sua capacidade industrial, dentre eles o "Porto de Vyborg". Cerca de 400 mil desalojados deixaram essas áreas.
O país teve de rejeitar a ajuda do Plano Marshall, elaborado para reestruturar a Europa, mas foi secretamente amparada pelos Estados Unidos, que ajudaram no desenvolvimento e contribuíram com o partido dos democratas para preservar a independência do país. A Finlândia passou a estabelecer comércio com o Reino Unido, e as reparações de guerra transformaram o país em um potência industrial. Mesmo após os reparos da URSS terem sido feitos, o país que é pobre em alguns recursos naturais como petróleo e ferro, continuava parcialmente dependente da URSS em questões econômicas.

A Guerra Fria

Em 1950, metade dos trabalhadores finlandeses estava em áreas agrícolas e 30% viviam em áreas urbanas. Novas oportunidades na indústria e comércio atraíram pessoas para as cidades. Os Jogos Olímpicos de Verão de 1952 trouxeram muitos turistas para o país. Como na década de 70 as oportunidades de trabalho não cresceram, milhares de pessoas migraram para a área principal da Suécia, sobretudo em 1969 e 1970. A Finlândia participou ativamente na liberação comercial do Banco mundial, do Fundo Monetário Internacional e do Acordo Geral de Tarifas e Comércio.
Urho Kekkonen, o oitavo presidente da Finlândia.
Apesar de pretender ficar neutra durante a Guerra Fria, a Finlândia esteve na chamada "Zona Cinzenta" entre os países ocidentais. O "Tratado de YYA" deu à URSS grande influência dentro da Finlândia, o que foi altamente explorado pelo presidente Urho Kekkonen contra seus adversários. Ele manteve o monopólio efetivo nas relações com a URSS, o que aumentou muito sua popularidade. Tentou-se também evitar declarações políticas que fossem consideradas anti-soviéticas, a chamada finlandização. Essa censura também servia para literatura e qualquer tipo de meios de comunicação.
Apesar da estreita relação com a URSS, a Finlândia manteve sua economia ativa no Mercado Ocidental. O crescimento econômico do país foi rápido. Após a morte do ditador soviético Josef Stalin, o domínio sobre a Finlândia começou a enfraquecer: os soviéticos evacuaram uma de suas principais bases no país, em Porkkala, em 1956, a URSS também autorizou o país a entrar para a Associação Europeia de Livre Comércio em 1962. É também um êxito a linha Paasikivi-Kekkonen, pela qual a Finlândia conseguiu satisfazer várias exigências soviéticas sem afetar sua neutralidade na guerra fria ou sua independência política.
Tida como uma ponte entre os blocos capitalista e comunista, em 1973 a Finlândia participou da Conferência de Segurança e Cooperação Européia, cuja ata final foi firmada em 31 de julho de 1975. O fim da URSS em 1991 implicou o fim da finlandização. Em fevereiro de 1993, a Finlândia começou a negociar sua entrada na União Européia, que ocorreu em 1994 e oficialmente em 1995.

História e eventos recentes

Tal como todos os países nórdicos, a Finlândia tem sua economia liberalizada desde os anos 80. A regulamentação de mercado foi forte, algumas empresas estatais foram privatizadas e houve modestos cortes fiscais, o país entrou para a Área do Euro em 1999.
O país foi um dos primeiros a adotar o euro como moeda oficial logo após seu lançamento, em 1 de janeiro de 2002.

Política

Eduskuntatalo, o principal prédio do parlamento finlandês, em Helsinki.
 Finlândia tem um regime republicano parlamentar semipresidencialista.
O Chefe de Estado é o Presidente da República, eleito por um período de seis anos e pode ser eleito por dois mandatos consecutivos. A atual Presidente da República, Srª Tarja Halonen, foi eleita em fevereiro de 2000. Porém o Presidente só é responsável pela política externa, representando o Estado Nacional.
O poder executivo consiste em um Governo, chefiado por um primeiro-ministro, (que é escolhido pelo Parlamento de 200 membros), e composto por ministros distribuídos por vários cargos, e por um membro ex-ofício, o Chanceler de Justiça.
Rankings internacionais

Geografia

Topografia e geologia

A Finlândia é um país com milhares de lagos e ilhas, 187 888 lagos e 179 584 ilhas, mais concretamente. Um destes lagos, o Saimaa, é o 5º maior lago da Europa. A paisagem finlandesa é predominantemente plana, com algumas colinas e montes baixos. O ponto mais alto do país, o Halti, com 1328 m, encontra-se no extremo norte da Lapónia.
Cerca de 75% da área terrestre do país está coberto por Taiga (ou floresta boreal), com pouca terra arável, o tipo mais comum de rocha é o granito. A Morena é o tipo mais comum de solo, recoberto por uma fina camada de húmus de origem biológica. Podzol é visto na maioria das épocas do ano, exceto nos períodos de pouca drenagem, nessa época o solo é ocupado por Gley soils e Pauls.
Grande parte das ilhas estão localizadas no sudoeste, no Mar do Arquipélago, parte do arquipélago das ilhas Åland, e ao longo da costa sul do Golfo da Finlândia. A Finlândia é um dos poucos países cuja superfície ainda se expande, devido a recuperação pós-glacial que está sofrendo desde a última era glacial a superfície se expande cerca de 7 quilômetros por ano.
Um quarto do território finlandês situa-se a norte do Círculo Polar Ártico, e consequentemente é possível experimentar o Sol da meia-noite — mais frequente à medida que se caminha para norte. No ponto mais setentrional da Finlândia, o Sol não se põe durante 73 dias no verão e não nasce durante 51 dias no inverno. A distância que separa o extremo sul do país, Hanko, do extremo norte, Nuorgam, é de cerca de 1.445 quilômetros, o que daria cerca de 18 horas de condução.

Demografia

A densidade demográfica finlandesa é baixa no norte e mais elevada no sul, característica comum à Escandinávia.
Há duas línguas oficiais na Finlândia: o finlandês, falado por 92% da população como língua materna e o sueco, falado por 5,5% dos habitantes.
A população da Finlândia sempre se concentrou na região sul do país. As grandes cidades da Finlândia encontram-se na Área Metropolitana de Helsínquia (incluindo as cidades de Helsinki, Espoo e Vantaa), Tampere, Turku, e Oulu.

Religião

Segundo dados de 2004, a maior parte dos finlandeses (83,3%) são membros da Igreja Luterana da Finlândia, com uma minoria de 1,1% pertencente à Igreja Ortodoxa. As duas são igrejas oficiais do estado. O resto consiste em grupos relativamente pequenos (1,1 no total) de outros protestantes, católicos, muçulmanos, judeus, e 14% não-religiosos.

Subdivisões

A Finlândia administra 6 províncias (lääni, plural: läänit), divididas em 90 distritos estaduais locais. Cada província têm uma espécie de filial do poder executivo do governo nacional que mantém a autoridade no local. É um sistema que mudou pouco desde sua criação em 1634, para nova divisão em 1997. Desde então, as seis províncias são: